A esta hora, na infância neva Companhia Maior e Victor Hugo Pontes
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Nesta criação com a Companhia Maior, Victor Hugo Pontes segue uma via eminentemente física, inspirado pelo potencial do corpo que já viveu muito tempo – um contraponto com a sua experiência prévia de trabalhar com adolescentes. Se na pujança da juventude interfere a falta de experiência e autodomínio, na idade maior as limitações são resolvidas com a experiência de
palco. Que idiossincrasias se fazem anunciar na fisicalidade destes intérpretes que têm um longo percurso gravado no corpo? Para esta pergunta, Victor Hugo Pontes propôs-se encontrar uma
afirmação coreográfica. Em cena, corpos de diferentes idades sobrepõem-se para evidenciar o contraste, por um lado, mas também para elogiar a beleza do físico amadurecido: um corpo na dança que perdeu força e velocidade, mas que comporta memória existencial e ganhou definição e intenção. As gerações mais novas criam um espelho que nos permite refletir sobre o que ainda
somos, daquilo que fomos… um gatilho do passado, para o futuro em aberto, num presente onde, como escreveu Manuel António Pina, “as cicatrizes do coração permanecem”, em que o esquecimento é também sabedoria e a infância reaparece, refinada.
“A esta hora, na infância neva”, poema de Manuel António Pina em Cuidados Intensivos, 1994.
Quando
21 Março 2026, Sábado
21h30
Reconhecimento de palco: 1 hora antes do início do espetáculo
Para Quem
Deficiência visual
Jovens (13-17)
Serviços
Audiodescrição