Filme Pin | IndieLisboa Andrés Jurado, Maria Rojas Arias

EVENTO TERMINADO

Cinema

Entre luz, metal e prata, Filme Pin reimagina um arquivo, redimensiona o objecto popular e político: apresenta-nos, numa outra escala, espectros das lutas, do exílio e da solidariedade internacional contra o regime fascista e colonial Português.

Carlos Alberto Plácido de Sousa foi um importante membro do Partido Comunista Português, tendo integrado a resistência à ditadura (participou na famosa fuga de Peniche, em 1960). Recentemente falecido, deixou uma vasta coleção de pins alusivos aos vários movimentos da internacional socialista. A coleção é-nos apresentada pela sua neta, que pouco ou nada sabe sobre aqueles objetos e as organizações que estes representam. Mas a falta de conhecimento em nada invalida o seu fascínio. A simplicidade de Filme Pin é total: um fundo escuro, uma mão, cada pin filmado à vez em película de 16mm, uma voz em off. E, nessa simplicidade, revela-se como jogo de sentidos (consonância e dissonância entre som e imagem, entre fundo e forma, entre face e verso) que descobre, na montagem, a musicalidade dos gestos. Entre a ode à iconografia comunitsa e o exercício iconoclasta (a descontextualização, o deslumbre pictórico), a câmara de Filme Pin confunde-se com a mão, tocando e manipulando os seus materiais. Daí que aquele anel-olho sinalize a estratégia formal deste filme háptico. (Ricardo Vieira Lisboa)

Quando

Para Quem

Deficiência auditiva

Adultos, Seniores

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Legendagem