Como mover uma casa | IndieLisboa Francisco Borges

EVENTO TERMINADO

Cinema

É Inverno e não chove. Sofia volta à casa da avó. Na Serra, encontra uma terra habitada pelo Vento. Da casa resta pó e cinzas. No sótão, Sofia encontra partes de outras vidas, que não a sua. É aí que a casa a escuta.

Uma câmara espreita janelas e desperta fantasmas num filme que respira; Lillian Gish, a jovem Letty, saída do telúrico Vento de Sjöström observa-nos. O cinema faz-se aqui testemunha e acorda imaginários. A noite vem adormecer os corpos, acender fogos em primeiro plano que crepitam e libertam labaredas. De dia é preciso olhar para o céu, limpar o ar, ouvir música. Sofia regressa à casa desabitada da avó, a atmosfera pesa, há caixas que a esperam e paredes a esfarelar; há pó, há cinza. Um filme que respira como um pulmão de vento, se move por texturas, por sombras e sons, onde as janelas não cessam de espreitar fantasmas. (Carlota Gonçalves)

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