Mandaki Larie
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O interior que abriga outro tempo-espaço,
onde encasular e lamber ferida até sarar,
é habito de quem se guia pelo respiro do chão,
longe de concreto e prata,
perto do silêncio que mora na beira da boca.
Um corpo que acabou de nascer, vindo do interior do Brasil, move-se como quem escava o próprio sentido, um bicho do mato em busca das miudezas que o compõem. É nesse gesto bruto e poético que se manifesta Mandakí, figura evocada do cavalo do pai: liberdade condicionada, potência que resiste, símbolo do desejo latente de romper com o que foi herdado.
Mandakí mergulha nas camadas da transmasculinidade e das não-binariedades, deixando que som, poesia e movimento revelem identidades que escapam às categorias fixas. Entre tensão e delicadeza, o público é convidado a entrar num lugar onde as perguntas não exigem respostas, mas presença: o que acontece quando a presa prova do veneno do predador? Por onde caminha um corpo com barba e vulva?
Quando
27 Fevereiro 2026, Sexta-feira
19h30
Para Quem
Deficiência auditiva
Adultos
Serviços
Legendagem