O Virtuoso Marionet
EVENTO TERMINADOTeatro
Se há ciência profusamente estudada pelo teatro, essa é a ciência do amor. Esta peça de Thomas Shadwell é (mais) um tratado sobre as variadas formas de relações afetivas entre seres humanos. Nela temos representadas relações conjugais e extraconjugais, amores platónicos, românticos e carnais. E o outro lado destes amores, também — o desencanto, o desprezo, a rejeição, a raiva, a traição, a vingança.
Bruce e Longvil são dois jovens enamorados por Miranda e Clarinda, mas os seus amores estão trocados — Bruce gosta de Clarinda que gosta de Longvil que gosta de Miranda que gosta de Bruce. Para além deste desencontro afetivo, as jovens estão sob a alçada de um tio e uma tia, Sir Nicholas Gimcrack e Lady Gimcrack, que dificultam a concretização dos seus interesses amorosos com o pretenso objetivo de salvaguardar a honra das jovens donzelas. Num exemplo clássico do ditado “Olha para o que eu digo e não para o que eu faço”, os tios têm, cada um, as suas aventuras
extraconjugais.
Os dois jovens, para se aproximarem das sobrinhas, fingem-se interessados nas experiências científicas que Sir Nicholas desenvolve. Ele, um exemplo paradigmático dos primeiros exploradores da ciência moderna, é acompanhado de perto por um orador inveterado —Sir Formal Trifle — que faz o elogio e a apologia da sua atividade científica, enquanto se tenta aproximar da jovem Clarinda.
A estas personagens juntam-se os amantes clandestinos do casal Gimcrack, eles próprios com uma relação amorosa entre si, e o velho Snarl — tio de Sir Nicholas —, grande defensor do antigamente e crítico acérrimo dos comportamentos degenerados das novas gerações.
É um novelo intrincado, o que se desenrola n’ “O Virtuoso”, em que a novíssima ciência moderna se mistura com a antiquíssima ciência do amor.
Enquadrado na programação artística do Colóquio Internacional Theatre About Science.
Quando
Para Quem
Surdos
Adultos, Jovens (13-17), Seniores
Serviços
Língua Gestual Portuguesa