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Uma noite no futuro Teatro Nacional São João, Produção; Nuno Carinhas, encenação

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Teatro

Nas vésperas do Natal, Uma Noite no Futuro associa obras dramáticas de dois contemporâneos, ambos leitores das Escrituras e cultores da forma breve: Gil Vicente, o ilustre desconhecido que fundou o teatro português, e Samuel Beckett, um dos inventores do (impropriamente) designado “teatro do absurdo”. Não brincamos aos encontros improváveis – confiamo-nos à capacidade do palco revelar a secreta simpatia que une dois autores, levando-nos a vê-los com outros olhos. Dirigido por Nuno Carinhas – encenador em cujo percurso os dois dramaturgos detêm um lugar central –, Uma Noite no Futuro faz-se de Velha Toada, reescrita beckettiana de uma peça radiofónica de Robert Pinget raramente posta em cena, na qual dois velhos lembram (e deslembram) o passado enquanto o mundo moderno, sob a forma de ruídos e motores, lhes passa ao lado, e A Última Gravação de Krapp, monólogo em que um homem dialoga, no seu 69.º aniversário, com uma gravação que fizera trinta anos antes, escarnecendo de si enquanto jovem. Finalmente, um quase secreto dramatículo vicentino, escrito em português e saiaguês: , auto estreado no Natal de 1510, no qual dois pastores “atibobados” – parentes longínquos do par Didi/Gogo de À Espera de Godot – manifestam um cómico deslumbramento diante das coisas do Natal, abrindo caminho a uma personagem alegórica: a Fé. Luzes e sombras, ignorantes e desmemoriados, solidão e festa, barulho e silêncio – a noite na Terra.

Quando

16 Dezembro 2018, Domingo

16h00

Reconhecimento do palco (pessoas com deficiência visual): 15h

Para Quem

Deficiência visual

Surdos e deficiência auditiva

Jovens (13-17), Adultos, Seniores

Serviços

Audiodescrição

Língua Gestual Portuguesa