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SOU UMA ÓPERA, UM TUMULTO, UMA AMEAÇA CRISTINA CARVALHAL

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Teatro

Em casa dos meus pais havia um menino que vivia debaixo da minha cama. Ele lançava fogo pela boca. Eu queria voar, como ele, e lançar fogo pela boca. Eram esses os meus desejos mais íntimos, mas eram proibidos, ou eu sentia que eram proibidos. Demorei muito tempo, muito muito tempo, a autorizar-me a mim própria a voar e a lançar fogo pela boca.

 

Uma escritora obcecada pelo funcionamento da mente consciente, a artista-plástica-personagem do romance que está a escrever e Margaret Cavendish, a filósofa-investigadora-romancista do século XVII que lhe assombra os dias, são algumas das figuras evocadas nesta história. Se o discurso artístico pode ser considerado, por natureza, um discurso contra-corrente, porque é que ainda assim, no seu seio, se mantêm e se reproduzem determinados estereótipos? Uma cadeia de associações subliminares que remonta aos antigos gregos, parece continuar a ligar masculino, intelecto, alto, duro, espírito e cultura, por oposição a feminino, corpo, emoção, suave, baixo, carne e natureza. Sou uma Ópera, um Tumulto, uma Ameaça, criação de Cristina Carvalhal, é uma história com outras histórias dentro ou como contar uma história ou sobre a nossa cabeça quando tentamos contar uma história. Uma fantasia, uma paisagem mental, baseada em O Mundo Ardente, de Siri Hustvedt.

Quando

10 Outubro 2021, Domingo

16h00

Onde

Lisboa

São Luiz Teatro Municipal

Telefone 916307370

Email nunosantos@egeac.pt

Para Quem

Surdos e deficiência auditiva

Jovens (13-17), Adultos

Serviços

Língua Gestual Portuguesa